Ceará cria a Empresa Cearense de Audiovisual e marca um novo tempo para o setor no estado
Iniciativa reafirma o compromisso do Governo do Ceará com uma das áreas mais dinâmicas da sua economia criativa, que movimenta talentos, atrai investimentos, projeta o Ceará em âmbito nacional e internacional e gera oportunidades para milhares de profissionais
A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) aprovou, após sessão plenária realizada nesta terça-feira (16/12), o Projeto de Lei Complementar que cria a Empresa Cearense de Audiovisual (ECAVI). Fruto de histórica articulação do setor no estado e do trabalho desenvolvido pela Secretaria da Cultura do Ceará (Secult), esta conquista consolida um novo momento para este importante campo da economia.
Esta rica e potente indústria abrange a produção de séries, games, TV abertas, fotografia, publicidade, serviços de streaming e muito mais. É também geração de renda para trabalhadoras e trabalhadores de vários setores como transporte, segurança, alimentação, rede hoteleira, comunicação e comércios locais.
Criada pela Lei n.º 17.857/ 2021, a Empresa Cearense de Audiovisual objetiva a promoção de políticas públicas em prol do setor audiovisual do estado. Representa investir no desenvolvimento da produção cearense com a arte e a cultura digital, promovendo a criação, formação, exibição, distribuição, preservação, pesquisa e intercâmbio.
A Empresa atuará como agente articulador, conectando o setor audiovisual cearense com mercados nacionais e internacionais. Sua missão também é promover a inclusão social e o acesso à cultura por meio de iniciativas como a gestão de salas públicas de cinema e o apoio à distribuição e difusão do setor.
Presente à votação, a secretaria da Cultura do Ceará, Luisa Cela, celebrou a aprovação e reiterou o trabalho conjunto entre a Secult e representantes do setor Audiovisual cearense que lutaram e construíram esse Projeto de Lei junto da pasta. “A criação da Empresa é um marco no desenvolvimento do Ceará, especialmente para aqueles e aquelas que trabalham com o Audiovisual”, destacou a gestora.
“É uma grande evolução para o setor. Com a Empresa Pública, conseguiremos comparar o que era o Audiovisual antes e agora. Traz esse viés econômico da Cultura, que é muito importante. Gostamos de filmar, de ver os filmes, mas também de tornar sustentável, gerar emprego, renda e conseguir trabalhar com isso, gerando toda essa economia criativa. É um marco histórico hoje”, destacou o presidente da Associação Cearense de Produtoras de Audiovisual Independente (Ceavi), Roger Pires.

