Consignado do Banco Master: INSS admite devolução de valores a aposentados após indícios de irregularidades

Consignado do Banco Master: INSS admite devolução de valores a aposentados após indícios de irregularidades

Aposentados e pensionistas que contrataram empréstimos consignados com o Banco Master poderão ter os valores devolvidos caso a instituição não consiga comprovar a regularidade dos contratos. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (16) pelo presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller.

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Os beneficiários do INSS recebem, aos sábados, a partir das 7 horas da manhã, pelo rádio e pela Internet, orientação sobre auxílios, aposentadorias, perícias médicas e empréstimos consignados.

As orientações estão no Jornal Alerta Geral, gerado pela FM 104.3 – Expresso Fortaleza, com transmissão para outras 35 emissoras de rádio e pelas redes sociais do @cearaagora. O Alerta Geral tem a participação do professor e advogado Paulo Bacelar.

IRREGULARIDADES


Segundo Waller, o INSS identificou uma série de irregularidades nos contratos firmados pelo banco e, diante do volume de reclamações, decidiu ainda em setembro do ano passado bloquear os repasses à instituição, proibindo a concessão de novos consignados a beneficiários da Previdência.

A medida foi adotada antes mesmo da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.

‘’Pela quantidade de reclamações e pela quantidade de irregularidades que a gente vislumbrava, o INSS não renovou e proibiu o Banco Master, ainda em setembro, de fazer novos empréstimos consignados para aposentados e pensionistas’’, afirma Waller, em entrevista à GloboNews.

DINHEIRO RETIDO


De acordo com o presidente do INSS, o Banco Master chegou a conceder cerca de 254 mil empréstimos consignados, que somam mais de R$ 2 bilhões em crédito, com parcelas descontadas diretamente dos benefícios previdenciários. Esses valores estão atualmente retidos pelo INSS como medida de cautela.

Ao analisar os contratos apresentados pelo banco, o órgão constatou falhas graves. — O contrato não é claro, não está de acordo com a instrução normativa do INSS, não informa taxa de juros, nem custo efetivo total. É um contrato muito padrão e muito aquém do necessário — destacou Waller.

SUPOSTAS ASSINATURAS


Outro ponto que chamou a atenção foi o uso de assinaturas supostamente eletrônicas sem a presença de QR Code, o que impede a verificação da autenticidade do consentimento dos segurados. Diante dessas inconsistências, o Banco Master tentou firmar um acordo para liberar os valores retidos, mas o pedido foi negado.

O INSS decidiu não liberar nenhum recurso — seja ao banco, ao liquidante ou a terceiros que tenham adquirido os créditos — até que haja comprovação inequívoca de que as assinaturas partiram, de fato, dos aposentados e pensionistas.

‘’Não vamos liberar esse dinheiro até que seja comprovado que a assinatura é do nosso aposentado e pensionista. O valor está bloqueado nos cofres públicos enquanto verificamos a autenticidade’’, observa.

danieladmin

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