Escândalo: prefeito anuncia separação em meio a denúncias de traição e perseguição dentro da própria prefeitura
O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD), voltou ao centro das atenções nacionais após uma sequência de episódios que misturam política, moral e vida pessoal. Farias ganhou repercussão ao vetar a participação de uma escritora em um festival literário municipal, após críticas dela ao conceito de “família tradicional” — bandeira usada por políticos conservadores, entre eles o próprio prefeito.
Dias depois, o gestor se viu envolvido em um novo escândalo: anunciou o fim de seu casamento com a primeira-dama, Sheila Thomaz, em meio à divulgação de um boletim de ocorrência que cita seu nome de forma indireta. O documento foi registrado por Milena, servidora concursada da prefeitura, que afirmou manter um relacionamento amoroso com o prefeito e acusou a ex-primeira-dama de ameaças, perseguição e injúria.
Segundo o registro policial, Sheila teria ido ao local de trabalho e até à residência da servidora para intimidá-la, chamando-a de “puta” em público e produzindo um “dossiê com informações falsas” para provocar sua demissão. Apesar das acusações, a Polícia Civil informou que o caso segue sem investigação aprofundada, classificado como de “autoria desconhecida”.
A crise pessoal rapidamente ganhou contornos políticos. O discurso de Farias em defesa da “família tradicional” passou a ser usado por opositores como símbolo de hipocrisia moral. A Prefeitura divulgou nota oficial afirmando que o fim do casamento foi uma decisão “de comum acordo”, destacando que “assuntos da vida privada não se confundem com responsabilidades públicas”.
Sheila deixará a presidência do Fundo Social de Solidariedade, e o prefeito garantiu que continuará “focado nas ações e metas do plano de gestão”.
O episódio, no entanto, fragiliza a imagem de Anderson Farias — que, em meio a denúncias e contradições, tenta preservar a autoridade política enquanto enfrenta o escrutínio público sobre sua vida pessoal.

