Uma ampla pesquisa nacional realizada na Austrália avaliou mais de 5 mil mulheres com idades entre 40 e 69 anos e revelou que cerca de 23,7% delas apresentam algum grau de disfunção sexual. Entre os principais relatos estão queda do desejo, dificuldade de excitação e outros problemas relacionados à resposta sexual. O estudo também investigou como as diferentes fases da menopausa influenciam esses sintomas.
Impacto da transição para a menopausa
Os dados indicam que mulheres entre 55 e 59 anos relataram mais dificuldades relacionadas ao desejo e à excitação em comparação com aquelas na faixa etária de 40 a 44 anos. Um dos pontos de maior destaque foi o início da perimenopausa — fase de transição que antecede a menopausa — quando as chances de redução do desejo sexual e de problemas de excitação foram quase duas vezes maiores em relação às mulheres na pré-menopausa.
Sofrimento além dos diagnósticos
Outro achado relevante é que mais de 23% das participantes relataram sofrimento pessoal ligado à vida sexual mesmo sem preencher os critérios clínicos formais de disfunção. O dado sugere que o impacto da saúde sexual vai além dos diagnósticos médicos tradicionais, afetando o bem-estar emocional e a qualidade de vida.
Necessidade de mais orientação e cuidado
Especialistas que analisaram os resultados reforçam a importância de ampliar a orientação e o acesso a tratamentos, além de desenvolver diretrizes específicas para a saúde sexual durante o climatério — período que engloba a transição para a menopausa e os anos seguintes. A recomendação é que o tema seja abordado com mais frequência nas consultas médicas, de forma aberta e individualizada, para garantir acolhimento e opções adequadas de cuidado para as mulheres nessa fase da vida.

