EUA registram primeiro caso local de chikungunya em área fria, e especialistas alertam para avanço de doenças tropicais com o aquecimento global

EUA registram primeiro caso local de chikungunya em área fria, e especialistas alertam para avanço de doenças tropicais com o aquecimento global

Autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram o primeiro caso local de chikungunya em uma região de clima frio. A paciente, uma mulher de 60 anos residente em Long Island, no norte do país, foi diagnosticada com a doença viral transmitida por mosquitos — geralmente associada a zonas tropicais e subtropicais.

O caso chamou a atenção porque a mulher não havia viajado recentemente ao exterior, o que indica transmissão local do vírus. Ela apresentou febre alta, fortes dores nas articulações e erupções cutâneas, sintomas típicos da infecção causada pelo vírus chikungunya.

De acordo com as autoridades de saúde de Nova York, trata-se do primeiro registro autóctone (originário da própria região) da doença. A confirmação acendeu o alerta entre especialistas, que apontam o episódio como mais uma evidência do impacto do aquecimento global na expansão de doenças tropicais.

Pesquisadores explicam que o aumento das temperaturas, aliado à mobilidade internacional e à adaptação dos mosquitos vetores — especialmente o Aedes aegypti e o Aedes albopictus —, tem favorecido a disseminação de vírus como dengue, zika e chikungunya para áreas antes consideradas seguras.

“Casos como esse mostram que doenças tropicais estão rompendo barreiras geográficas. O aquecimento do planeta cria condições ideais para que os mosquitos sobrevivam e se reproduzam em locais onde antes não resistiriam ao frio”, alertam especialistas.

danieladmin

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