Lula orienta ministros a reforçar combate à violência de gênero e leva pauta para o centro do debate de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (20/1) que determinou aos ministros do governo que incluam, em todos os discursos públicos, a defesa do combate à violência contra a mulher. A orientação, segundo Lula, tem como objetivo ampliar o debate sobre o tema e consolidá-lo como uma das principais bandeiras políticas com vistas às eleições de 2026.
A declaração foi feita durante a cerimônia de anúncio de investimentos do governo federal na indústria naval, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul. No discurso, o presidente reforçou sua posição histórica sobre o tema e voltou a afirmar que agressores não o representam politicamente. “Quem bate em mulher não precisa votar em mim”, disse.
Lula destacou que a responsabilidade de enfrentar a violência de gênero deve ser compartilhada por autoridades, lideranças sindicais e pela sociedade como um todo. “Cada ministro meu sabe que, em qualquer discurso que fizer, tem que falar da violência contra a mulher. Cada dirigente sindical que for à porta de fábrica defender salário precisa pedir ao trabalhador que não seja violento com a mulher. Não há razão para isso”, afirmou.
O presidente também defendeu a estrutura do governo federal, especialmente a existência dos ministérios das Mulheres e da Igualdade Racial, argumentando que são instrumentos necessários para corrigir desigualdades históricas. “Por que não ter o Ministério da Igualdade Racial em um país onde mais de 50% da população é negra e ainda convivemos com preconceitos? Por que não ter o Ministério das Mulheres, se elas são maioria da população e seguem sendo vítimas de desrespeito e do feminicídio?”, questionou.
Segundo Lula, o enfrentamento da violência de gênero exige mudança de comportamento, sobretudo por parte dos homens. Ele voltou a propor a construção de um pacto nacional contra esse tipo de violência, defendendo que o tema esteja no centro do debate político e social nos próximos anos.

